Interferência da urbanização na biodiversidade

Categoria: Arquitetura, Biodiversidade, Urbanização

Intitulado de “Atlas do fim do Mundo”, projeto realizado por pesquisadores do departamento de paisagismo da Universidade da Pensilvânia (EUA) mapeia a interferência da urbanização na biodiversidade do planeta. Em fevereiro, a iniciativa chamou a atenção do mundo ao destacar que o ritmo de expansão centenas de metrópoles pode causar, em menos de duas décadas, a destruição do habitat de espécies já ameaçadas de extinção.

A conclusão veio do cruzamento de dados do Seto Lab, laboratório de pesquisa da Universidade de Yale que projeta o crescimento de cidades pelo mundo, com informações sobre fauna e flora fornecidas pela IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

Os pesquisadores focaram seus esforços na análise de cidades grandes, com mais de 300 mil habitantes, localizadas em meio a pontos importantes de biodiversidade. No total foram estudadas 36 áreas “ricas em biodiversidade” que abrigam exatas 422 metrópoles. Destas, 393 devem entrar em conflito com o bioma local caso continuarem crescendo com crescem hoje e 33 foram consideradas localidades críticas.

Urbanização na biodiversidade interna

Os chamados hotspot são as áreas que devem enfrentar o maior crescimento populacional e, por isso, são apontadas pelo estudo como prioritárias na adoção de medidas de preservação ambiental. Entre elas estão metrópoles dos mais diversos continentes, incluído duas brasileiras, Brasília e São Paulo, que comprometem, respectivamente, a conservação do Cerrado e da Mata Atlântica.

Nos mapas desenvolvidos pelo “Atlas do fim do mundo”, estão destacadas de vermelho as zonas que podem sofrer com conflitos. Quanto mais forte o tom vermelho, maior a probabilidade de “colisão” entre cidade e natureza.

Fonte: Giovanna Maradei
Fotos: Divulgação